Arquivo diários:16/07/2015

Senado limita distribuição de recursos e tempo de TV a partidos

Um dos itens da minirreforma política do Senado, projeto torna mais rigoroso acesso a fundo partidário e tempo de propaganda eleitoral gratuita.

Em mais um passo da minirreforma política em curso no Senado, o Plenário aprovou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 441/2015, que restringe a distribuição dos recursos do fundo partidário e do tempo reservado a partidos em programas de rádio e TV. Só terão direito aos benefícios agremiações partidárias com diretórios permanentes em ao menos 10% dos municípios (557), distribuídos por pelo menos 14 estados, ou ainda a sigla que tiver diretórios constituídos em ao menos 20% dos municípios de pelo menos 18 estados, até 2022.

A proposição acrescenta os artigos 41-B e 45-A à Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995), e é resultado dos trabalhos da Comissão Temporária de Reforma Política, formada por 29 senadores titulares e 29 suplentes e capitaneada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). O texto segue agora para a apreciação dos deputados.

De acordo com o projeto, somente terá acesso à propaganda partidária nacional em rádio e TV a legenda que constituir diretório estadual permanente em mais da metade das unidades da Federação. Já em relação à propaganda partidária estadual, esse acesso estará assegurado ao partido que estruturar diretório municipal permanente em mais de 30% dos municípios, nos respectivos estados até 2022. O diretório metropolitano tem de ter caráter permanente apenas no caso do Distrito Federal.

Atualmente, norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece a regulamentação do acesso aos recursos do fundo e à propaganda partidária em rádio e TV. A intervenção do TSE é decorrência do fato de que, em 1996, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais artigos da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) referentes ao assunto.

Pesquisa revela que 62% dos eleitores desaprovam governo Pezão no Rio

Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado em primeira mão por Congresso em Foco, aponta que 62,6% dos eleitores do Rio de Janeiro desaprovam a gestão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Pelos dados do instituto, apenas 33,3% aprovam o segundo mandato de Pezão. Outros 4,1% dos pesquisados não opinaram ou não souberam responder à pesquisa.

Ainda pelas informações do Paraná Pesquisas, 46,6% dos cariocas acreditam que a atual administração é pior do que eles imaginavam. Outros 42,6% opinaram que o segundo mandato do pemedebista está dentro do esperado e somente 8,8% acham que houve melhorias nos últimos seis meses.

O Instituto Paraná Pesquisas também revela que 59,8% dos eleitores cariocas que votaram em Pezão ratificariam o voto se as eleições fossem hoje e 32,4% deles trocariam de candidato. Do outro lado, 88,1% dos eleitores que não votaram em Pezão manteriam sua escolha em outro candidato e somente 9,3% daqueles que não escolheram Pezão, optariam pelo pemedebista atualmente.

Vereador Leleu: “Rodrigo Bico é despreparado para o cargo de presidente da FJA”

Por Joaquim Pinheiro

O vereador Leleu Fontes, do PROS de Caicó, está fazendo sérias críticas ao presidente da Fundação José Augusto, Rodrigo Bico. Leleu Fontes diz que o indicado pelo PT é um despreparado e não tem competência administrativa para exercer o cargo e comandar o setor cultural do governo Robinson Faria. O caicoense relata que há 6 meses no cargo, Rodrigo Bico vem tratando a Casa da Cultura de Caicó com desprezo e má-vontade. Segundo ele, as ações desenvolvidas até agora, é resultado do esforço das professoras, Zilma Fernandes e Anailsa Viola, que têm estabelecido parcerias e contado com o trabalho de voluntários e artistas locais. “Agora mesmo está sendo preparada uma vasta programação a ser efetivada durante a Festa de Santana”, constata o vereador, destacando as parcerias feitas com o SENAC, Prefeitura Municipal e comércio local. Segundo Leleu, foi feita uma ampla reforma física no prédio da Casa da Cultura e serão prestigiados artistas da terra durante toda a programação  da Festa de Santana com apoio do SESC/Seridó.

Leleu Fontes denuncia também, segundo ele, a maneira truculenta como o presidente da Fundação José Augusto, Rodrigo Bico, está se comportando, principalmente retaliando o atual diretor do Teatro Alberto Maranhão, Toinho Silveira. “Rodrigo Bico chegou ao cúmulo de efetivar uma representação, ajuizada em 2010 pelo Ministério Público pedindo a interdição do teatro só para prejudicar a gestão de Toinho Silveira. A interdição alega falta de segurança”, diz ele, acrescentando : “Toinho Silveira foi apunhalado por Rodrigo Bico, pelas costas, aproveitando-se da amizade que tem com uma promotora de justiça”, ressalta.

QUEBRA DE DECORO

O vereador Leleu Fontes informou ainda que encaminhou requerimento à Câmara Municipal de Caicó, sugerindo à Assembleia Legislativa que abras procedimento através da Comissão de Ética contra Rodrigo Bico, por quebra de decoro. Ele esclarece que em aparição pública durante o carnaval, Rodrigo Bico segurou um cartaz com os seguintes dizeres: “impeachment são os meus ovos”, referindo-se a presidente Dilma Rousseff.

Cunha diz que vai retaliar governo se for denunciado na Lava Jato

Segundo reportagem da Folha, presidente da Câmara avisou ao correligionário Michel Temer que instalará CPIs prejudiciais ao governo, como a que investigaria o BNDES. Denúncia contra deputado pode sair nos próximos dias

 

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-AL), admitiu reservadamente a aliados que espera ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os novos desdobramentos da Operação Lava Jato, que desvendou esquema bilionário de corrupção na Petrobras. Mas, uma vez formalizada a denúncia, que pode transformá-lo em réu no Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha diz que vai retaliar o governo com ações que podem pôr em risco a governabilidade – e até levar ao impeachment – da presidenta Dilma Rousseff. As informações são do jornalFolha de S.Paulo, que lembra ser o peemedebista o responsável pela admissão de um eventual pedido de impedimento presidencial, tramitação que tem início na Casa legislativa.

Cunha fez uma advertência ao vice-presidente da República e articulador político do governo, Michel Temer, como que a mandar um recado para Dilma. O deputado disse ao colega de partido que instalará comissões parlamentares de inquérito (CPI) prejudiciais ao Planalto no retorno do recesso parlamentar, em agosto. Denúncias sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e alguns fundos de pensão estariam entre as possibilidades de CPI na Câmara.

“Preocupado, Temer conversou com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que procurou o presidente da Câmara para rechaçar qualquer tipo de interferência do governo na Lava Jato. Cunha, no entanto, tem dito a aliados que, com a denúncia, vai ‘aumentar a pressão’ sobre o governo”, diz trecho da reportagem, assinada pelos repórteres Valdo Cruz e Andréia Sadi.