Revolta: Cunha deu um canto de carroceria em seus aliados

Surgiu o primeiro movimento de contestação a Eduardo Cunha. Curiosamente, é capitaneado por seus próprios aliados. Integrantes do bloco que o alçou à presidência da Câmara estão inconformados com a intenção de Cunha de ceder a relatoria da CPI da Petrobras a um deputado do PT. Farejou-se no gesto um odor de “acordão”. Na definição de um correligionário do PMDB, partido de Cunha, um petista como relator da CPI seria “um vampiro em banco de sangue”.

Os aliados de Cunha sentiram-se traídos. Deram-lhe poder para que ele os livrasse do que chamam de “hegemonia do PT”. Súbito, numa carnavalesca Sexta-Feira 13, descobriram que Cunha abrira negociações com o petismo sem consultá-los. Fez isso num instante em que o blocão de partidos antipetistas tramava controlar os dois postos de comando da CPI, alijando o PT —exatamente como sucedeu na comissão sobre reforma política, que será relatada pelo PMDB e presidida pelo DEM.

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