Em tour nos EUA, Bolsonaro dirá que associá-lo à extrema-direita é ‘fake news’

Bolsonaro

Em sua principal empreitada internacional em 29 anos de carreira política, o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tentará dissociar sua imagem de radicalismos, apresentando-se como um político de “centro-direita” em visitas no mês que vem a quatro Estados com comunidades brasileiras expressivas nos Estados Unidos.

A agenda deve durar uma semana e incluirá encontros com investidores, militares, intelectuais e políticos conservadores em Miami, Boston, Washington e Nova York – incluindo uma visita ao memorial do 11 de setembro, onde Bolsonaro ressaltará sua “preocupação com a segurança e o combate ao terrorismo”.

Além da intimidade com temas de segurança – a principal bandeira de Bolsonaro, que é militar da reserva -, o deputado federal apostará na associação de seus ideais com pautas econômicas do partido Republicano, ao qual pertence o presidente Donald Trump.

Para reverter uma rejeição de 30% do eleitorado, apontada em pesquisa recente do instituto Datafolha, e atrair para si simpatizantes do prefeito paulistano João Doria (PSDB), que não descarta uma eventual candidatura em 2018, Bolsonaro se apresentará como um político moderado, com uma agenda econômica tradicional entre conservadores americanos, como a defesa ao livre mercado, à redução da influência do Estado na economia e a restrições a atividades sindicais e de movimentos tradicionalmente ligados à esquerda.

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